Nossos resultados financeiros de 2025

18/03/2026, 12h00
  • Nossa receita líquida global consolidada no período foi de R$ 29,4 bilhões, avanço de 9% desconsiderando o efeito de variação cambial em comparação com 2024; 
  • Nosso EBITDA ajustado consolidado totalizou R$ 7 bilhões no ano passado, crescimento de 7%, também excluindo a variação cambial, em relação a 2024; 
  • Nossa margem EBITDA alcançou 24% no ano, estável em relação a 2024;  
  • Encerramos 2025 com alavancagem (relação dívida líquida por EBITDA ajustado) de 1,63x, diminuição de 0,03x comparada a 2024, considerando apenas as operações continuadas; 
  • Nossas vendas globais de cimento somaram 37 milhões de toneladas, crescimento de 5% em relação a 2024; 
  • Nossos investimentos (Capex) totalizaram R$ 3,7 bilhões, aumento de 14% em relação ao ano anterior, com foco em competitividade estrutural, expansão de capacidade, descarbonização e novos negócios;  
  • Do nosso plano de investimento de R$ 5 bilhões no Brasil para o período 2024-2028, R$ 2,7 bilhões já estão em andamento; 
  • Registramos emissão líquida de 552kg de CO2 por tonelada de cimentícios em 2025, estável em relação a 2024 e correspondente a uma redução de 27,7% em relação ao nível-base de 1990. 

Encerramos 2025 com lucro líquido de R$ 3,2 bilhões, aumento de 196% em relação a 2024, e avanço de resultados, refletindo nossa diversificação geográfica e de produtos. A receita líquida global foi de R$ 29,4 bilhões no ano passado, um crescimento de 9% em relação a 2024, excluindo variação cambial, devido, principalmente, à nossa performance positiva no volume de vendas, dinâmica de preços e avanço no crescimento de receitas de novos negócios. Nosso volume total de vendas de cimento somou 37 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 5% em relação ao comercializado no ano anterior. 

O EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 7 bilhões, um crescimento de 7% na comparação com 2024, em moeda local. O resultado evidencia a nossa resiliência e a eficiência operacional, que apresenta avanços consistentes e consecutivos nos últimos anos. A Margem EBITDA alcançou 24% no ano, estável em relação a 2024. 

No ano passado, os nossos investimentos (Capex) totalizaram R$ 3,7 bilhões, crescimento de 14% em relação a 2024. Esse aumento foi viabilizado pela nossa robustez e disciplina financeira e está alinhado à nossa estratégia global de investimentos em descarbonização, competitividade e novos negócios. Em relação ao nosso plano de investimentos de R$ 5 bilhões para o período de 2024 a 2028 no Brasil, R$ 2,7 bilhões já estão em execução, com um programa abrangente de crescimento, descarbonização e competitividade estrutural. 

Entre as iniciativas concluídas e em andamento estão os projetos já anunciados, como as novas moagens em Salto de Pirapora (SP), Edealina (GO) e Nobres (MT), os investimentos de modernização dos fornos de cimento das fábricas de Xambioá (TO) e reativação de forno em Laranjeiras (SE), reativação de moagens de cimento que estavam paralisadas nas unidades de Esteio (RS) e Laranjeiras (SE), além da otimização operacional e logística na região Sul, possibilitando aumento relevante na disponibilidade de produto na fábrica de Rio Branco do Sul (PR). Com esses investimentos, estimamos uma capacidade adicional em operação de 3,7 milhões de toneladas de cimento por ano já em 2026. Em fevereiro de 2025, anunciamos a implantação de uma nova fábrica de argamassas em Edealina (GO) com capacidade de produção anual de 300 mil toneladas, com inauguração prevista para meados de 2027. 

“A Votorantim Cimentos encerrou 2025 com mais um ano de sólida entrega operacional e financeira, registrando crescimentos consistentes e consecutivos. Essa performance reflete a força do nosso portfólio, nossa diversificação geográfica e uma estrutura de capital sólida para suportar nossa estratégia de crescimento”, afirma Osvaldo Ayres, nosso CEO global. 

Encerramos 2025 com alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA Ajustado, de 1,63x, diminuição de 0,03x na comparação com 2024, considerando apenas as operações continuadas.  

Em abril de 2025, as agências de classificação de risco Moody’s e S&P reafirmaram os nossos ratings globais em “Baa3” e “BBB”, respectivamente, ambos com perspectiva estável. Em setembro, a Fitch Ratings também reafirmou o rating global em “BBB”, igualmente com perspectiva estável. As três avaliações confirmam o nosso perfil de crédito de grau de investimento, refletindo nossa sólida disciplina financeira e consistente estratégia de gestão de passivos. 

“Ao longo de 2025, diversas iniciativas de gestão estratégica de passivos foram realizadas, focadas na redução de custo e no alongamento de prazos, tanto no mercado local, com emissões de debêntures, quanto no mercado internacional, por meio de bilaterais. A Votorantim Cimentos reduziu R$ 2,2 bilhões de dívidas, com prazo original entre 2026 e 2029, postergando os vencimentos para 2030 a 2033, além de reduzir custos. Isso nos permite seguir executando de forma disciplinada nosso plano de investimento, mantendo flexibilidade para acelerar ou reduzir o ritmo de acordo com as condições de mercado”, diz Antonio Pelicano, nosso CFO Global.  

Alinhada ao nosso plano de descarbonização, seguimos avançando globalmente com projetos de ampliação da capacidade de utilização de combustíveis alternativos provenientes de biomassas e resíduos. No Brasil,  concluímos a instalação do sistema de bypass em um dos fornos da unidade de Salto de Pirapora (SP), no âmbito do projeto financiado pelo IFC (International Finance Corporation), do Banco Mundial. A solução amplia a nossa capacidade de coprocessar resíduos com maior teor de cloro, aumentando a flexibilidade operacional e contribuindo para a redução do custo térmico. Em 2025, também avançamos na verticalização da Verdera, nossa unidade de negócios de gestão de resíduos, com a inauguração de uma planta dedicada ao processamento de pneus inservíveis em Cuiabá (MT), reforçando a segurança de suprimento e a competitividade do coprocessamento. Na Espanha, obtivemos resultados relevantes na agenda de descarbonização. Um dos destaques foi a unidade de Toral de los Vados que, após o investimento em um novo pré-calcinador no forno de cimento, alcançou durante um mês inteiro 80% de combustível alternativo – nossa maior taxa de coprocessamento já obtida.  

Em 2025, enfrentamos um ambiente mais desafiador em descarbonização, principalmente devido a restrições operacionais e à menor disponibilidade de matérias-primas e combustíveis alternativos, o que pressionou temporariamente a performance ambiental no período. Ainda assim, mantivemos disciplina na execução de nosso plano de transição climática, avançando globalmente em iniciativas de aumento do uso de resíduos e biomassas como combustíveis alternativos, eficiência energética e desenvolvimento de novas tecnologias. Ao final do ano, registramos emissão líquida de 552kg de CO2 por tonelada de cimentícios, estável com relação ao período anterior. Desde 1990, ano-base do histórico das medições, já reduzimos nossas emissões de CO2 em 27,7%. 

Em eficiência energética, antecipamos a entrada em operação do Parque Solar de Paracatu (MG), composto por mais de 770 mil painéis solares distribuídos em 700 hectares. O ativo passou a fornecer 100 MW médios de energia solar, elevando a nossa participação de fontes renováveis na matriz elétrica no Brasil, reduzindo nossa exposição à volatilidade de preços e fortalecendo a previsibilidade dos custos energéticos. No início do ano de 2026, foi celebrado um contrato com a Auren Energia para aquisição de energia eólica proveniente do complexo Cajuína I que irá contribuir para o abastecimento das operações no Nordeste e no Sudeste do Brasil. Com esse contrato, mais de 90% de toda a energia elétrica consumida por nós no Brasil será proveniente de fontes renováveis. 

Desempenho por região 

No Brasil, alcançamos receita líquida de R$ 14,5 bilhões em 2025, crescimento de 13% em relação a 2024, impulsionado principalmente por maior volume de vendas, dinâmica positiva de preços e avanço no crescimento de receitas oriundas de novos negócios. Já o nosso EBITDA ajustado no Brasil totalizou R$ 2,8 bilhões, avanço de 8% em relação a 2024. O aumento de receita líquida, parcialmente compensado pelo aumento de custos, contribuiu para o resultado, mantendo margens relativamente estáveis.  

Na América do Norte, apesar de um ambiente desafiador, marcado por incertezas e volatilidades no ambiente político-econômico além de pressão de custos,  entregamos um resultado sólido. A receita líquida da região atingiu R$ 8,6 bilhões em 2025, avanço de 4% na comparação com 2024, excluindo variação cambial, resultado de melhora em preços e captura de resultados da aquisição de negócios em concreto e agregados realizada em 2025. O EBITDA ajustado foi de R$ 2,3 bilhões em 2025, aumento de 1%, excluindo variação cambial.  

Ao longo de 2025 foram concluídos os desinvestimentos na Tunísia e no Marrocos, o que reforça a nossa estratégia de posicionamento geográfico para rebalancear a presença entre mercados emergentes e maduros. Ainda assim, a performance da região Europa e Ásia reflete os ganhos de maior eficiência operacional na Espanha pela conclusão da captura de sinergias das aquisições realizadas nos últimos anos, além da retomada do mercado da Turquia. Também houve avanços em investimentos em ambas as regiões com foco em novos negócios, descarbonização e retomada de capacidade. A receita líquida totalizou R$ 4,5 bilhões, um aumento de 8% em 2025 em comparação a 2024, excluindo variação cambial, explicado principalmente pelo aumento de volumes. O EBITDA ajustado da região foi de R$ 1,5 bilhão, um aumento de 29% em moeda local em comparação com 2024. A melhora decorre de uma maior receita líquida e redução de custos, contribuindo para avanços de margens. 

Em 2025, a Bolívia vivenciou um ambiente político complexo com reflexos na economia local e o Uruguai enfrentou desaceleração econômica. A robustez do posicionamento estratégico nesses países permitiu que nossa companhia tivesse vantagens de mercado, o que corroborou com a performance positiva no ano. Ainda em 2025, iniciamos a produção de calcário agrícola na Bolívia. A nossa receita líquida  na América Latina avançou 25% em 2025 na comparação com o mesmo período de 2024, em moeda local, decorrente de melhor dinâmica de mercado em ambos os países, mesmo em cenário macroeconômico desafiador. A região finalizou o período do 2025 com R$ 251 milhões no EBITDA ajustado, 56% maior que 2024, excluindo o efeito de variação cambial. O aumento de margem é devido à dinâmica positiva de preços e ganho de eficiências.