- Nossa receita líquida global consolidada no primeiro trimestre de 2026 foi de R$ 6,3 bilhões, crescimento de 15% em comparação com 1T25, desconsiderando variação cambial;
- Nossas vendas globais de cimento somaram 8 milhões de toneladas, aumento de 4% em relação ao primeiro trimestre de 2025;
- O EBITDA ajustado consolidado totalizou R$ 762 milhões no 1T26, aumento de 25% em relação ao 1T25, também desconsiderando os efeitos da variação cambial, com margem EBITDA ajustada de 12%;
- Nossos investimentos (Capex) no trimestre somaram R$ 742 milhões, aumento de 35% em relação ao 1T25, alinhado à nossa estratégia de investimentos em crescimento, competitividade estrutural, descarbonização e novos negócios;
- Nosso plano de investimento no Brasil segue em ritmo acelerado, com 3,7 milhões de toneladas de capacidade adicional disponível no país até o final de 2026;
- Alavancagem financeira encerrou o 1T26 em 1,90x Dívida Líquida/EBITDA Ajustado, 0,05x menor do que o mesmo período de 2025;
- Em março, emitimos R$ 650 milhões em debêntures para gestão de passivos, com foco em redução de custo e alongamento de prazo.
Encerramos o primeiro trimestre de 2026 com receita líquida global de R$ 6,3 bilhões, avanço de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior, desconsiderando os efeitos da variação cambial. O desempenho positivo reflete uma dinâmica operacional favorável a partir da diversificação geográfica das nossas operações, com crescimento de volumes e preços. No primeiro trimestre, as nossas vendas globais de cimento somaram 8 milhões de toneladas, aumento de 4% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
O EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado somou R$ 762 milhões nos primeiros três meses de 2026, aumento de 25% em relação ao mesmo período de 2025 em moeda local, com margem EBITDA de 12%, crescimento de 1 ponto percentual sobre 1T25. O desempenho reflete o crescimento da receita líquida que sustentaram a expansão do resultado no período.
O lucro líquido do período, embora negativo em R$ 154 milhões em função da sazonalidade, apresentou uma melhora de 53% em relação ao resultado registrado no primeiro trimestre de 2025. Essa evolução reflete principalmente a forte expansão do EBITDA ajustado, impulsionada pelo melhor desempenho operacional da nossa companhia.
“Encerramos o primeiro trimestre com sólida entrega operacional e financeira, registrando crescimento consistente em um período marcado pela sazonalidade do setor. Avançamos de forma consistente com nossos investimentos voltados à competitividade estrutural, expansão de capacidade, descarbonização e novos negócios. No trimestre em que completamos 90 anos de história, seguimos firmes na execução de nosso mandato estratégico”, afirma Osvaldo Ayres, nosso CEO Global.
Os investimentos (Capex) totalizaram R$ 742 milhões no trimestre, 35% superior ao 1T25. Esse aumento reflete a nossa estratégia de investimentos voltados à modernização e à competitividade estrutural, bem como projetos relacionados aos nossos compromissos de descarbonização e novos negócios. Desse montante, 21% foram direcionados a projetos de expansão. Como destaque, tivemos o startup do novo moinho da fábrica em Edealina (GO), que faz parte do projeto de expansão que irá dobrar a capacidade de produção de cimento da unidade.
No âmbito do nosso plano de investimentos de R$ 5 bilhões no Brasil para o período de 2024 a 2028, R$ 2,8 bilhões estão em andamento em projetos que possuem flexibilidade para acelerar ou reduzir o ritmo dos investimentos, a depender do desempenho econômico e das condições de mercado. O plano de investimento no Brasil segue em ritmo acelerado, com 3,7 milhões de toneladas de capacidade adicional disponível no país até o final de 2026. Além do Brasil, também avançamos com investimentos em aquisições de negócios de concreto e agregados na América do Norte e na Europa.
“Seguimos com a nossa posição financeira robusta e disciplina na alocação de capital, executando de forma consistente nossa estratégia de gestão ativa de passivos. A operação de debêntures concluída no trimestre permitiu captar recursos em condições favoráveis, mesmo diante de um ambiente macroeconômico desafiador”, diz Antonio Pelicano, nosso CFO Global.
Em março, realizamos a emissão de R$ 650 milhões em debêntures com vencimento em 2033 com foco na redução do custo da dívida e no alongamento do nosso perfil de vencimento. A liquidez permanece sólida, com R$ 4,6 bilhões em caixa, cobrindo as nossas obrigações pelos próximos quatro anos.
No fechamento do primeiro trimestre, a alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado, foi de 1,90x, uma diminuição de 0,05x comparada à alavancagem de 1T25, permanecendo dentro dos parâmetros considerados adequados para o nosso perfil de risco de negócio.
Desempenho por Região
No Brasil, nossa receita líquida cresceu 18% no primeiro trimestre de 2026, atingindo R$ 3,7 bilhões, refletindo principalmente o aumento de volumes no período e a evolução dos preços do ano anterior no mercado doméstico. O desempenho foi favorecido por um ambiente de demanda mais aquecido no Brasil, impulsionado pela execução de programas habitacionais e de investimentos em infraestrutura. O EBITDA ajustado totalizou R$ 614 milhões no período, um crescimento de 44% em relação ao 1T25. A evolução reflete principalmente o forte crescimento da receita líquida, permitindo uma captura relevante de alavancagem operacional.
Na América do Norte, nossa receita líquida totalizou R$ 1,1 bilhão no trimestre, permanecendo em patamar estável (+1%) em relação ao 1T25, desconsiderando a variação cambial. Em um contexto de arrefecimento da demanda no mercado com condições climáticas mais desfavoráveis que no mesmo período do ano anterior, característico desse período de sazonalidade, demonstramos resiliência. O EBITDA ajustado foi negativo em R$ 229 milhões, contra R$ 136 milhões negativos no mesmo período do ano anterior. Essa variação reflete, principalmente, a ausência de fatores pontuais positivos registrados na base de comparação, além do timing das paradas operacionais para a manutenção das plantas.
Na Europa e Ásia, nossa receita líquida consolidada cresceu 10% no período, chegando a R$ 952 milhões no 1T26. Na Espanha, o resultado foi favorecido por um ambiente de demanda mais aquecido, que sustentou o crescimento dos volumes no período, aliado a uma melhora de preços. Já na Turquia, apesar de um cenário de mercado influenciado por sazonalidade, influenciado principalmente por condições climáticas adversas, apresentamos sólido desempenho, com a captura dos investimentos já realizados e o aumento dos volumes entregues, refletindo boa execução mesmo em um ambiente menos favorável. O EBITDA ajustado da região totalizou R$ 278 milhões, um aumento de 18% em comparação ao 1T25, refletindo o crescimento da receita líquida e a contribuição positiva advinda tanto da geografia quanto do nosso portifólio de produtos, além de maior eficiência de custos.
Na América Latina, nossa receita líquida avançou 43% em moeda local no 1T26 em relação ao 1T25, atingindo R$ 300 milhões no trimestre. O resultado foi impulsionado pela melhora da dinâmica de mercado, com dinâmica positiva de preços e volumes tanto na Bolívia quanto no Uruguai, mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador na América Latina, refletindo a nossa capacidade de reforçar nosso desempenho nas duas regiões. O EBITDA ajustado da região mais do que dobrou, alcançando R$ 82 milhões, impulsionado principalmente por maiores preços e custos estáveis.