A Rede Transformar anunciou os projetos selecionados na terceira edição do edital “Floresta em Pé”. A iniciativa reúne empresas para apoiar cadeias da sociobiodiversidade, fortalecer a bioeconomia e incentivar a conservação da floresta. As propostas selecionadas atuam em dois eixos: Meio Ambiente, com foco na redução do desmatamento e enfrentamento das mudanças climáticas; e Desenvolvimento Econômico, voltado à geração de trabalho e renda e ao fortalecimento do empreendedorismo local.
No Amazonas, foi aprovado o projeto Ecoponto Inteligente: Logística Reversa na Amazônia. A iniciativa é da Depósito Verde, uma startup de Manaus (AM). Premiada como TOP 3 Startup do Ano no Prêmio Jaraqui Graúdo 2025, a Depósito Verde utiliza tecnologia para rastrear e valorizar recicláveis na Amazônia. A startup aposta na escalabilidade e integra gamificação e práticas ESG para profissionalizar a reciclagem e gerar renda para famílias de catadores. Com o apoio do “Floresta em Pé”, a startup irá implementar a unidade piloto do Ecoponto Depósito Verde. O objetivo é fortalecer a economia circular na região Norte. O sistema de compactação automatizada visa triplicar a logística, enquanto o uso de IA e Visão Computacional garantirá 100% de rastreabilidade. A meta é elevar a renda de famílias parceiras em 20% e, assim, consolidar um modelo escalável de alta tecnologia no coração da Amazônia.
Já no Tocantins, foi aprovado o projeto Raízes do Futuro, da Associação Porto Real. Fundada em 1998 na cidade de Porto Nacional (TO), a Associação atende famílias em situação de vulnerabilidade social, sendo referência em ações de sustentabilidade e de impacto transformador. Com o projeto Raízes do Futuro classificado no edital, a Associação Porto Real irá realizar capacitações para estimular o empreendedorismo, palestras sobre educação financeira e cidadania, oficinas de agricultura sustentável, produção e plantio de mudas nativas para reflorestamento, ações de conscientização ambiental e articulação com parceiros para fortalecimento comunitário.
No Pará, um dos projetos classificados para receber apoio do edital “Floresta em Pé” é o da Associação de Mulheres da Amazônia (AMA). Presente há 18 anos no município de Ananindeua (PA), a AMA atende mulheres de 15 a 29 anos, prioritariamente negras, pardas, indígenas e quilombolas, residentes em periferias e comunidades tradicionais da Grande Belém. Com o apoio do “Floresta em Pé”, a Associação irá ampliar a autonomia econômica das participantes por meio do incremento da produção de biocosméticos e biojoias. A iniciativa busca garantir a sustentabilidade financeira e a continuidade das ações sociais, culturais e ambientais da associação, valorizando a bioeconomia e a floresta em pé.
Outro projeto do Pará aprovado pelo edital “Floresta em Pé” é o do município de Santarém (PA) e foi proposto pela Associação de Moradores do Residencial Salvação. Fundada em 2016, a entidade tem como foco das atividades a defesa comunitária, assistência social e melhorias estruturais. Para isso, opera em programas estratégicos ligados à Agricultura Familiar, tendo entregue alimentos para cerca de 600 famílias em insegurança alimentar e distribuído mais de 3,4 toneladas de alimentos em eventos locais. O objetivo da Associação com o projeto aprovado pelo “Floresta em Pé” é implantar e fortalecer os quintais produtivos no Residencial Salvação, por meio do levantamento de moradores interessados na implantação desses espaços. Os participantes serão capacitados pelo projeto, além de receber sementes, mudas, ferramentas leves e material para compostagem.
De São Geraldo do Araguaia (PA), a Associação Indígena Inatayw’eta também teve a sua proposta aprovada pelo edital “Floresta em Pé”. Instituída em 2015, a Associação foi classificada com o projeto “Abelhas de Tukapehy: Renda que Floresce, Floresta que Permanece”. A iniciativa visa fortalecer a cadeia da apicultura e meliponicultura na Aldeia Tukapehy para gerar renda, conservar a floresta em pé e ampliar a autonomia econômica indígena. O projeto irá instalar 40 novas colmeias, ampliar o número de apicultores e garantir equipamentos adequados, além de realizar capacitações práticas em manejo, produção, boas práticas sanitárias e comercialização. A organização busca autonomia econômica e fortalecimento cultural, promovendo o desenvolvimento sustentável e a gestão territorial.
Os projetos aprovados irão receber aporte financeiro para execução em até seis meses. “Nesta edição, foram inscritas 145 propostas, o que evidencia o interesse e o engajamento das comunidades em iniciativas que promovem o desenvolvimento sustentável. Esse volume de inscrições reforça a importância de iniciativas colaborativas que valorizem soluções locais e contribuam para fortalecer os territórios onde atuamos”, afirma Priscilla Alvarenga, nossa gerente de Transformação Social.
A terceira edição do edital “Floresta em Pé” é uma das frentes da Rede Transformar que conta com a participação das empresas Ambipar, Analista Brasil Comércio de Artigos, Auren Energia, Braslog, Calmom, Conceptum, Enaex Brasil, Fagundes Construção e Mineração, GCP Brasil, GreenChem, Haver & Boecker, Headservice, Instituto Impactarte, Klabin, Magotteaux, Manserv, MC Química, MMC Metalúrgica, Orica, PMI Montagens Industriais, Sinoma Brazil, Sodexo, Sotreq, Sulaço, Xavier, Salvador Arena e Votorantim Cimentos.
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